De frente á tela do meu computador te assisto
declinar dia pós dia
Perdendo o controle do império que custou erguer
Vencida por um amor que não é teu
Roteiro desamado que te fizeste assim, forte e ao
mesmo tempo fraca
Se a dúvida é ir ou ficar, pegue apenas as contas
que lhe põe de pé e siga
Sem lamentações, migalhas ou essa maldita corda
pendurada sobre teu pescoço que insiste chamar de amor
Mas o que é o amor para você que não soube quem lhe
vestia os pés no frio? Quem molhava teu pão quando sua garganta doída lhe
impedia mastigar?
Me recuso dar audiência a esse poço de amargura que insistentemente
você se arrasta
Talvez eu também, quem tanto diz te amar, esteja te
deixando para trás quando com meus dedos sedentos, aperto o botão e desligo tua
cena ao invés de acreditar no teu final feliz.


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