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terça-feira, 18 de março de 2014

Sou Rosa

Toco, como quem toca a alma
Alcanço cada detalhe de um íntimo qualquer
Escrevo como quem usa uma pena
Amo sorrateiramente e profunda
Soletro o meu querer preso na garganta
Só não sei dizer adeus
Sou rosa neste campo maldito
Sou rosa chorosa num infinito
O grito mais triste que clama no labirinto
Sou flor
Sou rosa
Toque-me como quem toca a alma
Alcance cada detalhe de um íntimo qualquer
Escreva-me como quem escreve com a pena
Ame-me imensamente 
Soletre o teu querer que morre em teus lábios
Só não me diga adeus
Sou rosa neste campo sem fim
... Sou rosa.

terça-feira, 4 de março de 2014

Corda Bamba

Hoje resta saudade
Saudade das horas que passávamos conversando
Ganhando concorrência
Se enamorando
Conquistando cada espaço

Mas aprendemos que com o tempo nos acostumamos com o sistema
Vivemos o sistema de joguinhos desnecessários
Onde brincamos de ser eternos e inesquecíveis.
Desafiando o acaso

Brincamos ser deus
Nos damos corda na consequência
Fingimos palavras na retaguarda
Fingimos sermos nós

Um dia, talvez a corda ceda, a gente não perceba
Continuamos a seguir
Talvez estar na bamba seja o nosso desafio

Um dia talvez, teremos a ousadia de nos perguntar
                                                               [onde derrapamos??
Iremos rir ao ver onde
Mas um riso fechado, cheirando saudade, gritando adeus
Vamos seguindo a bamba
Vamos dando corda a vã confiança
Esquecemos toda a conquista
Brincando de deus
Até nos perder de vista

Bela e Infeliz

Ainda que meu olhos te olhe ternura
Nele se esconde um rio
Ainda que meus lábios lhe profere doçura
Um grito de dor se acumula

Ainda que a verdade me fere o peito
Minhas vestes me encobre a nudez
Nudez de uma alma sofrida
Um coração partido
Um amor perdido
Um desengano
Falta de amor

Me jogaram as ruas e arrastaram meu corpo sobre este chão 
Úmido e frio
Estou doente, ferida e machucada
Sinto minha carne arder exposta ao sol
Estou doente, sofrendo calada
Doente dos sonhos que comigo estão
Se arranham ao chão

Me mandam dormir
Mas fechar os olhos me fere a alma
Sou menina que não quis crescer
Que sonhara com contos de fadas
Hoje desperdiçada se despede de ser
Ser bela e infeliz



...

A vida é feito de caminhos
Encontros e desencontros
Amores e armados
verdades e falsidade
Te querer e me deixar partir

A vida me fornece proposta
Mas não me deixa sonhar
Você me fornece amor, que na verdade não há
Que sois perante ao meu rosto nu?
Que estrada esta via levará?
Em que sonhos me percebo só?
Quando largará minha mão de vez e me deixará ir
Ir com minha verdade de que só sou mais feliz