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quarta-feira, 16 de julho de 2014

Respostas

Você que ouve o meu recado
Que entende o meu chamar
Que responde de mansinho
Com respostas ocular

Se um dia não vier
Mas em sonho visitar
Diga adeus com jeitinho
Pra de lá não machucar

Sou quem ama nas caladas
Que nem o vento as traduz
Tenho medo que ele leve
Pr'outros cantos o meu jus

Sei que a vida é feito polpa
Que nos molda sem parar
Há de ser que seja teu
Há de ser que nada há

Esse amor que canto em verso
Com postagem para ti
Rastreado em cantos leves
Para muito além daqui


segunda-feira, 2 de junho de 2014

Se existiu alguém, é você

Se existiu alguém capaz de mostrar
Que meus sonhos podiam existir
Esse alguém foi você

Se existiu alguém que compreendesse
O que sinto aqui
Esse alguém foi você

Se existiu alguém que me fizesse sonhar feliz
Esse alguém foi você

Se existiu alguém que tocou minha alma
Sem tocar minha pele
Esse alguém foi você

Se existiu alguém que lesse minha vida
Jogada no papel
Esse alguém foi você

Se existiu alguém ...
Esse alguém foi você

O alguém que foi embora e deixou marcas de saudades

Se existe alguém
Tão alguém como você
...
Esquece, esse alguém é você.

Vim te falar

Vim aqui para falar contigo
Talvez não seja preciso
Talvez não haja canção

Por tempos perdeste de mim
O consolo de um´alma aflita
Que achou em você um deleite
Que buscou por toda sua vida

Não existe palavras concretas
Do que querer e te ter para mim

Só não pense que viver bem longe
Vai matar o que existe aqui

Te peço com jeito e desejo
Volta ao lugar que é teu
Deixa de ser o rebelde
Que rejeita os beijos meus

Se estiver a ouvir a canção
Saberá bem como responder
Toque a alma da vida
Que morre de saudade de você




domingo, 25 de maio de 2014

Duendo

Sou mais que a gota que molha teu rosto
Sou o grito solto que arranha teus discos
O som que morreu em tua garganta
Fazendo segredo do que és para mim

Do beijo amargo
Pra sempre grudou
O gosto do medo que em mim cê deixou
A tua ausência em minha cama ficou

Longe de ti, perturbo a visão
Por mais que eu queira
Não sei o que fazer
É Involuntário, é tão sem querer

Desde o momento que te conheci
E os meus olhos puderem nos teus se perder
É imensurável o que sinto aqui
Não tenho palavras para descrever
...
Me apaixonei por você

domingo, 18 de maio de 2014

Sufoco

Sei que sou, nada muda
Despedidas e afins
Sentimento perturba
Esmero desejo
Te prende a mim
Falares segredos
Corresse daqui
Perdeu teu silêncio
Ficou sem razão
Usaste a lança
Presa em tua mão
chocou dois momentos
Que narra esta prosa
Morreu o desejo
Vivido antrola
Dois corpos marcados
Diante dali
É seu
É meu
Este triste fim.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Rio de Sangue

Me consuma até a última gota desse sangue.
Cansei dessa inutilidade imbecil.
Se for pra matar, que mate de vez
Vida seca, maldito amor juvenil.
.. Não sou paisagem que tu mata admirando
Nem sou rio sem pressa de acabar
Desvaneia verso solto no meu sangue
Teu olhar em meu corpo respingar
Cansei de sofrer feito louco
Com esse tédio de uma vida maltratada
Dessa louca sua sede que não basta
Me consome, vida seca pueril.
Esgotando toda força do meu rio.

terça-feira, 18 de março de 2014

Sou Rosa

Toco, como quem toca a alma
Alcanço cada detalhe de um íntimo qualquer
Escrevo como quem usa uma pena
Amo sorrateiramente e profunda
Soletro o meu querer preso na garganta
Só não sei dizer adeus
Sou rosa neste campo maldito
Sou rosa chorosa num infinito
O grito mais triste que clama no labirinto
Sou flor
Sou rosa
Toque-me como quem toca a alma
Alcance cada detalhe de um íntimo qualquer
Escreva-me como quem escreve com a pena
Ame-me imensamente 
Soletre o teu querer que morre em teus lábios
Só não me diga adeus
Sou rosa neste campo sem fim
... Sou rosa.

terça-feira, 4 de março de 2014

Corda Bamba

Hoje resta saudade
Saudade das horas que passávamos conversando
Ganhando concorrência
Se enamorando
Conquistando cada espaço

Mas aprendemos que com o tempo nos acostumamos com o sistema
Vivemos o sistema de joguinhos desnecessários
Onde brincamos de ser eternos e inesquecíveis.
Desafiando o acaso

Brincamos ser deus
Nos damos corda na consequência
Fingimos palavras na retaguarda
Fingimos sermos nós

Um dia, talvez a corda ceda, a gente não perceba
Continuamos a seguir
Talvez estar na bamba seja o nosso desafio

Um dia talvez, teremos a ousadia de nos perguntar
                                                               [onde derrapamos??
Iremos rir ao ver onde
Mas um riso fechado, cheirando saudade, gritando adeus
Vamos seguindo a bamba
Vamos dando corda a vã confiança
Esquecemos toda a conquista
Brincando de deus
Até nos perder de vista

Bela e Infeliz

Ainda que meu olhos te olhe ternura
Nele se esconde um rio
Ainda que meus lábios lhe profere doçura
Um grito de dor se acumula

Ainda que a verdade me fere o peito
Minhas vestes me encobre a nudez
Nudez de uma alma sofrida
Um coração partido
Um amor perdido
Um desengano
Falta de amor

Me jogaram as ruas e arrastaram meu corpo sobre este chão 
Úmido e frio
Estou doente, ferida e machucada
Sinto minha carne arder exposta ao sol
Estou doente, sofrendo calada
Doente dos sonhos que comigo estão
Se arranham ao chão

Me mandam dormir
Mas fechar os olhos me fere a alma
Sou menina que não quis crescer
Que sonhara com contos de fadas
Hoje desperdiçada se despede de ser
Ser bela e infeliz



...

A vida é feito de caminhos
Encontros e desencontros
Amores e armados
verdades e falsidade
Te querer e me deixar partir

A vida me fornece proposta
Mas não me deixa sonhar
Você me fornece amor, que na verdade não há
Que sois perante ao meu rosto nu?
Que estrada esta via levará?
Em que sonhos me percebo só?
Quando largará minha mão de vez e me deixará ir
Ir com minha verdade de que só sou mais feliz


quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Nós

Minha vida que roda nós
Em cada nó um ego meu
De sinfonia a viuvez
A cada nó que embalo
De sempre reto e seguro
Tão profundo quanto eu
Que sempre chega ao fim do túnel
E desenrolo o nó que é teu

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Re-Play

Um filme em fita que roda continuo
A mesma história se passa outra vez
Sistema antivírus não deixa que viva
As minhas memórias de vida criei

Pensar que me molda, a mola que solta
Ser um robô, sem jeito e afins
De velho quebrado, sobraste as sombras
De velhas memórias, um vírus infeliz

Talvez só me pego à sonhar o impossível
Será que você me jogou no re-play??
Desejo escorrega na pele de lata
São tantas memórias de vidas passadas
Batendo em minha face o inicio outra vez

De tantas lembranças minha vida se passa
Dói ver o passado que me enferrujou
Tem muitas histórias pra serem contadas
No play do controle, o botão que quebrou

Sistema quebrado só vive o passado
Um vírus na vida eu passo a ser
Preciso sair dessa vida de lata
Sinto minha vida passar no re-play
Peço ajuda a quem ler esta carta...
Será que você pode apertar o play?

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

De repente

No de repente do pente que embaraça a vida da gente, tudo pode acontecer.
O dia escurecer e a noite chover
Lavar se o céu se banhando no mar
Contar mil estrelas quando a noite chegar
E o de repente desse pente nos molda a canção
Quem dera sozinho segurar tua mão
Nesse de repente bate o fio e a gente se vê,
Nesse de repente a vida ganha cores, como eu e você
Nesse de repente é o encontro de muitos sem mesmo entender...
Que haja sempre os de repente a nos pertencer.
Foi de repente que eu conheci você.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Notas que canto

Guardei um pouco do tempo para falar de nós dois
Escondi desejos ao ventos para poder viver-los depois
Senti que a lua me grita, companhia para ela serei
Do tempo que o tempo me cobras
Te escrevo com todos os Eu's

Um dia chamaste de lua, a beleza que cobre meu ser
Um dia te disse sou sua
Mas de fato nem fui o meu eu

Sou do vento que o tempo desperta
As flores que os frutos doou
Sou pedras que fere os descalços
Sou pó que o vento soprou

Confesso que ainda canto
Palavras em formas de vil
Um LÁ que sai dos meus olhos
Um DÓ em minha vida se viu

Também já dancei sobre MI
De RÉ só tristeza ficou
Falaram que nada se pode
Do SOL que em LÁ, SI me restou

Me banhe janeiro a janeiro
Me leve flores ao mar
Meu cante poemas inteiros
Mas não esqueça que não sei nadar

Hoje reservei-me um tempo
Para de nós dois falar
do sapato que calças meus pés
Tu és a pedra de LÁ