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terça-feira, 25 de fevereiro de 2025

Remete-me

Querida Tais,

Hoje, ouvi de um amigo que a raiva é um sentimento forte, mas também muito fácil. Fácil de sentir, fácil de esconder. Às vezes, ela existe só para disfarçar algo maior. Porque amor e ódio, no fim, são linhas que quase se tocam.

E isso me fez pensar. Porque, para mim, existem duas versões da mesma pessoa. Uma que eu gosto muito. Outra que me desperta uma raiva imensa. E, no fundo, as duas são a mesma. Eu as vejo ao mesmo tempo, e sinto as duas na mesma intensidade—como um relâmpago.

A gente sabe quando está relampejando. A gente sente aquela inquietação no peito, tenta evitar certas situações, se protege como pode. Mas, no fim, sabe que a tempestade passa e que, depois do trovão, seguimos com a vida.

E talvez seja por isso que eu sinta tanta raiva. Talvez eu não odeie de verdade. Talvez eu só odeie o fato de que, no fim, não foi uma escolha minha.

Mas sabe o que é curioso? Algumas pessoas só valem pelo encanto do primeiro momento. Depois, desencantam. Porque são ocas, sem troca, sem soma. Pessoas que não valem o silêncio a sós.

E então eu me perguntei: e essa pessoa?

A resposta veio rápida. Isso não se aplica aqui. Porque o “a sós” desse alguém é diferente. O “a sós” dele vale duas garrafas de vinho — ou mais.

E talvez seja por isso que eu ainda esteja aqui, tentando entender o que sinto.

Com carinho,

Tais.

#bt-bt

sábado, 29 de junho de 2024

Lu-to

Passar pelo luto sentimental, mesmo com a pessoa viva, é igualmente importante, especialmente quando se trata de um amor de migalhas. 

Esse tipo de relacionamento pode ser emocionalmente desgastante e impedir que você viva plenamente. 

O luto permite que você reconheça a falta de reciprocidade e o impacto negativo desse amor em sua vida. 

Ao enfrentar essa dor, você pode encontrar a força para se desprender, redescobrir seu valor e buscar relacionamentos que ofereçam o amor e o respeito que você merece.

 É um processo de libertação e autovalorização.

domingo, 16 de junho de 2024

Parágrafo

 De frente para o mar, onde o horizonte se funde com o céu, sou uma viajante perdida em devaneios, envolta nas notas de ‘beauty and the beast’. Em um mundo de encontros e desencontros, permaneço à deriva, buscando respostas nas conchas da areia e no eco do vento. O tempo flui como a maré, levando consigo reflexos de um enigma profundo. Talvez o horizonte guarde todos os meus segredos que só os olhos atentos possam desvendar.

A-Mar

 De frente para o mar, onde o horizonte se funde com o céu, sou uma viajante perdida em meus próprios sonhos. Enquanto a melodia de ‘beauty and the beast’ ressoa suavemente, sinto-me como uma personagem sem enredo, vagando por entre os contos de amor que nunca vivi. Em meio a casais que se encontram, permaneço à deriva, numa dança solitária com o tempo.

O desejo de formar uma família, de sentir o calor de um lar e o riso de crianças, parece cada vez mais um eco distante, um sonho que se dissipa como névoa ao amanhecer. Os anos passam, e minha própria imagem no espelho se torna um enigma, uma reflexão de alguém que já não reconheço.

Será que nasci para amar e ser amada? Ou estou fadada a amar as sombras de sonhos não realizados? As perguntas se acumulam como conchas na areia, e a resposta parece sempre além do meu alcance. E assim, enquanto a música toca, permaneço aqui, perdida entre o desejo e a realidade, esperando por um milagre que me encontre e me mostre o caminho para o amor verdadeiro.