Chega, porque me atormenta com tua
voz a me chamar? Sinto tua pausa nada dramática sussurrar meu nome enquanto diz
que me ama e me abafa ao telefone. Por qual motivo me perturba o sono com suas
mensagens nada codificadas? Me prende em meus pensamentos, me mostra que pássaro
sem direção não pode voar, sem sua voz a me guiar não posso voar
Je suis malade, completamente
doente
Estou doente, eu sei, doente
nesse balde de sentimento que te encontrei e me afoguei sem me certificar da
profundidade, como criança que se convence por doces, me convenceu pelos teus
olhos e hoje me encontro assim, malade, cansada ao pé do telefone sentindo sua
respiração exclamar que me ama e pedir que eu não vá
Je suis malade, completamente
doente
Eu estou doente, te faço base na
minha calma e te peço escusas por ser fraca e me envolver nesse embaçado
causada por nossos prantos, eu cá e você lá, afogados nas nossas lágrimas,
presa fácil de um autor que escreveu nosso amor e adormeceu sem cruzar nossos
eus, como uma escrita sem interesse nós fomos dispersos e estamos cá, malades
Je suis malade, completamente
doente
Me desfaço em dor, feito apagador
que deixa borrado o que fomos nós, um quadro branco de sonhos, outrora belo e perspicaz,
hoje rabiscado, manchado de dor e rasgando nós dois. Somos feito um e assim
guiado pela voz que aos poucos se perde, te vejo cair, você está malade,
completamente doente, embebecido pelo meu vinho, preso em meus sonhos sem ter
como escapar, te vejo sangrar e estamos malades, completamente doentes nesse balde
de sentimento que nos encontramos...
Malades