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terça-feira, 18 de junho de 2019


                                       Hoje sou como água 
              que escorre entre seus dedos
em um processo de ressignificação
                                                    Aos
                                                         Poucos
                                                                   Um pouco
                                                                                 É o que
                                                                                            Se vai
                                                                                                     De nós...

Je suis malade, completamente doente


Chega, porque me atormenta com tua voz a me chamar? Sinto tua pausa nada dramática sussurrar meu nome enquanto diz que me ama e me abafa ao telefone. Por qual motivo me perturba o sono com suas mensagens nada codificadas? Me prende em meus pensamentos, me mostra que pássaro sem direção não pode voar, sem sua voz a me guiar não posso voar

Je suis malade, completamente doente

Estou doente, eu sei, doente nesse balde de sentimento que te encontrei e me afoguei sem me certificar da profundidade, como criança que se convence por doces, me convenceu pelos teus olhos e hoje me encontro assim, malade, cansada ao pé do telefone sentindo sua respiração exclamar que me ama e pedir que eu não vá

Je suis malade, completamente doente

Eu estou doente, te faço base na minha calma e te peço escusas por ser fraca e me envolver nesse embaçado causada por nossos prantos, eu cá e você lá, afogados nas nossas lágrimas, presa fácil de um autor que escreveu nosso amor e adormeceu sem cruzar nossos eus, como uma escrita sem interesse nós fomos dispersos e estamos cá, malades

Je suis malade, completamente doente

Me desfaço em dor, feito apagador que deixa borrado o que fomos nós, um quadro branco de sonhos, outrora belo e perspicaz, hoje rabiscado, manchado de dor e rasgando nós dois. Somos feito um e assim guiado pela voz que aos poucos se perde, te vejo cair, você está malade, completamente doente, embebecido pelo meu vinho, preso em meus sonhos sem ter como escapar, te vejo sangrar e estamos malades, completamente doentes nesse balde de sentimento que nos encontramos...

Malades


Inverno fora de tempo


Eu queria falar sobre um amor
Um amor que conheci no inverno fora de tempo, um amor que acendeu minh’alma
Lembro que te vi parado frente a mim e me desvencilhei, existia uma repulsa em querer estar distante, indiferente de qualquer coisa, distante de tudo, fora de mundo

Lembro-me lentamente vagando pela noite, desacreditada dos caminhos que meus passos davam, eu gritava ao universo e o céu calava diante de mim, foi assim que te encontrei, parado a olhar o mesmo céu que eu. Os meus pés que impulsionavam a ré fazia minha alma gritar para te pedir pra perto, fechei os olhos e lá estava eu perdido no abraço quente em meio ao frio do inverno fora de tempo.

Eu descobri o amor, diferente de tudo que já vivi, descobri o amor que rasgou minhas vestes e eu pude sentir ser engolida no abraço que me sufocara e me tirava o chão, meu peito inflado, era medo, era desejo, era você quem eu apertava e bradava explodindo ao universo, não me deixe!

Eu conheci o amor no inverno fora de tempo e desde que mudou as estações, nunca mais fui eu.

domingo, 9 de junho de 2019

Raia

O pássaro de muito cantar, calou e adormeceu, não quis incomodar a quem tanto foi seu.
A rosa que sempre foi bela, se viu desgraçada ao ver que sangrara o amor que era dela.
O sol sozinho se fechou, para todas as donzelas um grito de dor.
Quê mais terá eu? Indagou e secou.