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quinta-feira, 14 de março de 2019

Cintilação

Quem sou eu que caminho perdido em meio ao riso
Que preenche de anistia seus eloquentes erros
Que bebe da chuva a sua cólera

Como alma que vaga tentando tocar o vento
Sentir o amor e ser real
Farsa que fantasia a cura, mas se perde para o teu ócio
Pastilha em guerra para suprimir a dor
Mesquinharia diante da criança faminta
Que planta fadiga
Que vive escondida atrás do véu
Que em ti se apresenta a solução exata
Que transforme em errata os escritos deste fim

Quem dera eu fosse só uma metáfora
Grito mudo que morre na boca e desagua sem fim

Quem dera eu fosse

domingo, 10 de março de 2019

eu, girassol

Imagina um campo de girassóis viradas entre si, transcendendo a grandeza do sol...
Imagina nesse campo um baile de borboletas, coloridas e brilhantes...
Imagina uma brisa gostosa tocando o rosto e fazendo carinho...
Imagina a leveza do toque, do beijo, do abraço...

A calmaria desse lugar, a leveza das coisas e demandas;
A sutileza do toque, o encanto das palavras, o sentimento que não vemos, nem tocamos, mas sentimos... (respira) como o vento. 

Ele que parece ponta de faca é apenas ventania que embala a alma na dança.
Me corta e me venera, dando cores um vermelhidão no corpo amarelo brilhante.