RSS

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

RÉVENOVO

Mais um ano a dois, um ano nós dois...
Cria o amor, a flor e emoção.
Cria laço, embaraço e entrelaço.
Molda nós e faz de nós um só.
Faz lembrar do bem que foi, que é e que estar por vir.
Faz elo, verso e canção.
Faz dengo, calento e paixão.
Traz doçura, ternura e mansidão.
Traz caretas, retratos e abraços.
Faz de lutas aprendizados e a cura para a dor.
Mais um ano passa por nossas vidas e nos cerca o tempo.
Mais um breve momento se fecha e cria sentidos, sem tidos e patrões.

Obrigada por um 2015 de amor , companheirismo e amizade.
Obrigado por ser o homem mais incrível que conheci. Obrigado por me amar e ser amor.

Simplesmente obrigada.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Ciclos

A vida é feita de encontros e desencontros, 
onde a cada encontro nos possibilita conhecer um pouco do nosso eu, do outro eu.

A vida é feita de conquistas, 
onde cada conquista pode ser marcada por ódios ou amores.

A vida é feita de chances, 
onde temos a chance de escolher permanecer triste ou se permitir sorrir.

A vida é feita de ciclos, 
onde cada ciclo nos dá a possibilidades de sermos melhores e fazer o melhor. 
Onde encontramos através de cada encontro, conquista e chances, um novo recomeço.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Saber

Sabe aquele bebê bem novinho, todo miudinho?
Sabe aquele botão de flor, que alguém arrancou e deixou lá?
sabe aquela gota que rola em seu rosto e molha tua face até se perder de ti?
sabe aquele grito que percorre todo seu quarto e se estala no silêncio mais aterrorizante, numa noite escura, onde você já não sabe se é quente ou fria?

Sabe quando você se perde de você mesmo e prefere as vezes não se encontrar?

Sabe quando há aquele medo de errar, e o errar não é você, mas o outro??

Sabe, como se sentir tão pequeno dentro de uma imensidão que te aperta?

sabe, sabe mesmo o que tenho e carrego aqui dentro?
meus medos e anseios?

sabe onde começa e termina toda uma dor?

Não, você não sabe!.

domingo, 26 de julho de 2015

Overdose

Quando o sentido deixar de ser o dedo que tecla meu controle.
Quando o querer for um plano sem muita consistência.
Quando o sim e o não deixar de ter o mesmo peso, quando se deseja fugir.
Quando não mais tiver a necessidade de meus pés cobri deste frio.
Quando o ruído for mais barulhento que minha respiração.
E minhas pisadas mais leve que a pluma.
Saberei que o infinito que cobriu minha pele, branca e áspera, já não sufoca os botões que cala minh'alma.
Fecho meus olhos, cansados e sem vida. 
Numa tentativa desesperada de lhe ter outra vez. 
Seca, alva e nua.
Vivendo a vã plenitude que fascina….
Vivendo a overdose minha.

domingo, 22 de março de 2015

Nada faz sentido

Tudo é tão simples para nós
Todo é tão encanto
É tudo tão real
Tão simplório
Tão nosso

Aos poucos tudo é tão sem graça
Nada faz graça
Não se engraça
Desgraças

Aos poucos não faz sentido
Já não temos tido
Sido por contido
Não sentindo o grito
Do grilo de não amar

Aos pouco, ou poucos, são tãopoucos
Dos gosto, esboços de nós

Aos poucos o tempo que fecha, se abra e sabe
Não vale mais tempo de tão pouco do outro que resta

Incerta na frase
Me encontro
Suborno
de mim
sempre atenta
alenta
No mesmo fim

Aos poucos
nada faz sentido
escrito, descritos de ti, de nós

Sem sentido, me sinto aqui
sem fim, por fim
Por mim.

Meu silêncio

Sou amante do silêncio, embora adore o barulho
Mas prefiro o barulho das risadas, da respiração
Do gosto de suas palavras
Do vento que toca meu rosto
Os dias em que os dias não me revelam bons

Gosto do barulho do teu toque, do riso contido
Do movimentar de sua cabeça
Dos teus olhos mudando a direção
Sinto o barulho do meu choro mudo
Do meu grito entrelinhas
Do toque das lágrimas escorrendo em minha pele
Dos meus pensamentos que gritam minha estranheza
Do meu peito que ao meu tempo parece agitado, por não mais responder
Dos meu dedos que se movem e ninguém vê

Sou amante da dor que aquece meus instintos
Da louca enganosa que é o amor
Dos lembretes falsos em meu celular
Das mentiras que prefiro acreditar
Das misturas de dores que não fazem sentido
De se colocar como vítima de sua própria dor
De escolher chorar do que enxergar as lágrimas
Do viver em dois momentos distintos e atenuativos
De se perder no mundo real ou fantasia

Onde me encontro ou me perco nestas frases?
Onde o querer e ser estão tão ligados?

No fim, o silêncio é o som mais barulhento que existe
O silêncio é o lugar só meu
O silêncio, onde só eu posso falar de forma branda e eloquente
No silêncio onde as coisas ganham sentido
Onde descobro e não sou descoberta
No silêncio, bravo silêncio, te encontrei... me encontrou

Como invade meu silêncio e fala de amor?
Como no silêncio também fala de teu amor?
Não te disse que ele é meu?

Com o silêncio tu me rouba e me tranca na loucura
Onde não vale falar de uma mesma dor
Onde não o temos mais por direito
Onde não é meu e nem seu
Onde me escorro como prosa

No barulho que gritou meu inicio e encerra minha estória
um dia penso que volte
Volte meu silêncio a ser só meu
E pedi-te neste silêncio:
Não me diga nunca não

sábado, 21 de março de 2015

Eu Te Amo

Eu te amo, pois sempre nos achamos depois de uma briga Eu te amo, porque nosso amor é mais forte que intrigas Eu te amo, pois estamos sempre preocupados com o nós, no final dos eu's Eu te amo, porque te amando consigo me encontrar aqui Te amando consigo ser eu. Te amo e te amarei sempre, pois a discussão não amanhece sobre nossas cabeças, mas a resolução nos faz dormir sorrindo. Eu te amo, pois nossas brigas é sempre pelo desejo de se ter mais. Eu te amo, porque você me ama de uma forma linda e singular Eu te amo, por acredito que não há algo mais lindo que amar. Eu te amo, porque amar-te é minha sina, minha procissão Eu te amo, porque você consegue me roubar palavras e me deixar sem ar. Eu te amo, gravado em meus olhos
Assim do meu jeito: meigo, intruso e fechada. Mas ainda assim, não duvide... Eu te amo calada.

terça-feira, 17 de março de 2015

Pés

Triste dor dos olhos meus, que ao te imaginar te recebe com lágrimas.
Essa saudade que me mata, esse erro que me maltrata descalça sobre o chão.
Meu corpo nu em tempos frios. Sinto-me só, feito lua no sertão.
Onde o sol fosse meu amor, distante e impossível.
Desejando teu crepúsculo que há dias não sobrepõe em mim.
Maldito o tempo que me fez envelhecer moço, morrer menino nesse amor.
Num silencio tão forte, que o saltar do meu coração parece tambor a perturbar meu sono.
Jogado ao chão, em tempos frios, sinto o gelo sobre meus pés, tomando todo meu corpo.
Desejando ser teu novamente, não por instante, mas por inteiro. Tirar meu amor desse calabouço ao voltar pra mim.
Trazendo a primavera pro inverno meu. 
Onde a gota de minha lágrima, toca meu rosto e seca.
Já estou seco, folha seca, cacto nu, exposto ao vento, chuva e sol.
Desejando os teus olhos, sentir teu sorriso, te esperando pra te amar sem medo.
Sonhar com teu sim, sem medo de perder teu amor por um outro qualquer.
Pois meu amor será sempre teu
E se eu perder... Será te amando.


terça-feira, 20 de janeiro de 2015

O Meio Perdido

Cabeça confusa que cria para si momentos reais
Cabeça tão louca  me deixa tão doida com tantos os tais
Que sonha ser livre, leve e feliz
Que sempre se encanta no rosto o nariz

Coração tão bobo
Não gosta de bolo
Sonhar é melhor

Em olho no olho
De ser muito bobo
Uma meretriz
Confunde verdades
Não ver falsidades
Acredita em amor escrito de giz

Giz que não marca
Até vento apaga
De nada sobrou

Nem sobra das mágoas
Amores doídos
Presente infinito
Aonde é que estou?

Pressa na linha
Uma Tênue rainha
Uma atriz se achou

Uma história tão louca
Ser minha ou ser sua
Ser eu escritor

Escrevo sem pressa
Intenção sempre há
Uma autora tão triste
Se perde na trilha
Ao se apresentar

Não sei o que sou
O que fui ou serei
Se é verdade ou mentira
Essa vida talvez

Vida que atura
A verdade sem cura
Do se envolver
Que sofre calada
Atriz maltratada
Que autor escreveu.

Perdida nos versos
Mal colocadas
Duendes e fadas
No meio estou

Perdida no fim
Ou do que se restou.