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terça-feira, 29 de janeiro de 2019

"A" um mês

A um mês, virei sua vida e me fiz em seus “sonhos”
A um mês, vivemos entre o medo e o desejo
A um mês estamos namorando, e de fato não sei em que mar navegamos, sei que você se faz presentes em meus sonhos, um eterno amigo, namorado e amante.
A um mês, não sei se erro em tentar te esquecer ou continuar te amando

Talvez só precise falar

As vezes é só isso que ela precisa
As vezes ela não precisa de nada
Apenas sentir o que sente sem medo das acusações
Sentir o que sente seu coração quando fala dela mesmo
Sentir que tem um chão abaixo dos seus pés
Que ela não pode voar
Que ela é o voo da ave que bate asas sem sair do lugar
Talvez seja este o lugar dela
Viver a si mesmo
Sentir a si mesmo
Chorar sem medo de depois começar a sorrir
Viver além da intensidade
Talvez ela só precisa que eu segure suas mãos
Talvez ela só precise falar

Saudades é prosa narrada

Saudade é prosa de inicio
É caderno com rabisco
Letrinhas escrita nas mãos
Amor do que viveu e se vive
É a marca daquilo que é lindo
É seu nome gravado em meu peito
É ciumes até de um amigo
É você, é eu
É Rio, é Salvador 
É uma saudades de verdade
Narrada com muito amor

Nicoleta

Nicoleta borboleta
Que canta vento pelos cantos e perpetua com a beleza
Que enche todos de alegria
E incendeia a casa inteira
Me beija flor do campo
Ministra em mim tua presença
Que sua distância seja apenas
Poesia entrelinhas que enfeita a prosa inteira.

Meu silêncio

Sou amante do silêncio, embora adore o barulho
Mas prefiro o barulho das risadas, da respiração
Do gosto de suas palavras
Do vento que toca meu rosto
Os dias em que os dias não me revelam bons

Gosto do barulho do teu toque, do riso contido
Do movimentar de sua cabeça
Dos teus olhos mudando a direção
Sinto o barulho do meu choro mudo
Do meu grito entrelinhas
Do toque das lágrimas escorrendo em minha pele
Dos meus pensamentos que gritam minha estranheza
Do meu peito que ao meu tempo parece agitado, por não mais responder
Dos meu dedos que se movem e ninguém vê

Sou amante da dor que aquece meus instintos
Da louca enganosa que é o amor
Dos lembretes falsos em meu celular
Das mentiras que prefiro acreditar
Das misturas de dores que não fazem sentido
De se colocar como vítima de sua própria dor
De escolher chorar do que enxergar as lágrimas
Do viver em dois momentos distintos e atenuante
De se perder no mundo real ou fantasia

Onde me encontro ou me perco nestas frases?
Onde o querer e ser estão tão ligados?

No fim, o silêncio é o som mais barulhento que existe
O silêncio é o lugar só meu
O silêncio, onde só eu posso falar de forma branda e eloquente
No silêncio onde as coisas ganham sentido
Onde descubro e não sou descoberta
No silêncio, bravo silêncio, te encontrei… me encontrou

Como invade meu silêncio e fala de amor?
Como no silêncio também fala de teu amor?
Não te disse que ele é meu?

Com o silêncio tu me rouba e me tranca na loucura
Onde não vale falar de uma mesma dor
Onde não o temos mais por direito
Onde não é meu e nem seu
Onde me escorro como prosa

No barulho que gritou meu inicio e encerra minha estória
um dia penso que volte
Volte meu silêncio a ser só meu
E pedi-te neste silêncio: 
Não me diga nunca adeus.

Dois Cantos

Sempre calada, em seu canto deitada.
Sinto cada detalhe de sua respiração.
Sinto suas emoção… Se acreditares, digo que sinto a sua dor e choro com você.

Minha menina do quarto escuro.
Ela que mesmo zangada, me serve um sorriso.
Que mesmo me mandando ir embora, me manda ficar.

Ela que muito me fala, quer se calar… A menina do quarto escuro.
Me prendi a você e assumi sua causa, sua culpa.
Muda de flor que se abre e se fere
Que ama o incerto, ou devo dizer que o incerto é não poder amar?

Você se apresenta em dor, tristeza, desamor.
Não percebe  que me torna completa?

Não me manda ir embora, prometo ficar caladinho, aqui no cantinho, mas me deixe ficar.

Ainda que a tristeza seja como uma menina zangada.
Eu sou aquela outra menina, gritando seu nome insistentemente…
Psiu, vem brincar.

Posso não ser uma zangada. Mas posso ser sua companhia na escuridão… Tenha certeza… Me sinto bem acompanhada.
A menina zangada vivendo a contramão..

Vem comigo !
Não me deixe só, minha melhor.

E se permitires, um dia quem sabe, te apresento a menina que talvez nem você saiba que existe ai…. dentro de você.

Te apresento a você.

Daí caminharemos juntas a estação, em sentido ao trem da vida.
Eu e você, na mesma direção

Retidão

Vivendo me faço de conta
Mergulho em teu lenço o desgosto
Sufoco minha alma de azeite
Me arranho e corrigi meu peito
Me sento ao teu lado nua
Me ponho a secar o teu centro
Sabendo que será sempre minha
Me mata de amor e desejo

Sem sentido!

Querer ser
Amar sem ter
Dar sem receber
Viver morrendo
Sonhar querendo
Andar correndo
Ficar calada
Gritar sem nada
Ser magoada
Sede minha
Fica sozinha
Desejar ser minha
Amiga minha

Xiiiiu!

Quando souberem o que me incita
O que me cala e me irrita
Me faz magoada
Sempre sentada, ouvir teus sermões.
Será tarde.
Já fui demais.
Ate um mero rapaz
Pegar minha mão
Quando souberes
Que guardo a dor
Mesmo sem rancor
E sem desacreditar
Já fui canção pra estrelas
Sua eu era benzinho
De ficar grudadinho
Até o dia chegar
Me encontro na rua 
De olhos fechados
Sinal vermelho
A atravessar
De nada te encontro com um outro dono
Pedindo passagem pro amor passar.
Noite de lua
Amor que não cura
Me destes adeus
Me sinto tão só
Quando souberes que guardo na noite
Frases não ditas
Palavras sentidas
Cenas insanas
Postal sem entranhas
E eu sufocar.
Soltou minha mão
Não pediu perdão
Com outro está
Quando me vires e me enxergares
Me CHAME baixinho
Não vale gritar.
Ei, ACORDA.
EU VOLTEI, MEU AMOR
EU VOLTEI, ACORDA.
… Xiiiiu…. (Sussurros), ei, moço…
Os mortos não ouvem.

Sem Pontos

Sou capaz de tirar a minha vida esta noite, só para chamar atenção de que vivi.
Talvez isso não faça sentido para uma pessoa lúdica, mas para nós, neste momento faz.
Por diversas vezes falhei essa tentativa, mas não exitei o assassino debaixo do meu travesseiro.
Disse ela convicta.

A casa do silêncio

Como quem bebe um copo de veneno, ela sacia sua sede.
Colecionando desamores e sustentando a grandeza de uma falsa ilusão do amor perfeito.
Quem dera houvesse a ela o mínimo de um sorriso feliz e contínuo.
Quem dera seu céu tivesse cores.
Quem dera o mundo fosse como nuvens massageando seus pés.
Assim fosse fácil contar até dez.
Não precisasse chorar incertezas.
E eu em seu luto chorar.
Tão jovem e tão linda se vais.
Dorme minha menina.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

die.






E aqui ela rasgou-se

.


.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Sobre dar adeus

As vezes desligar a torneira nem sempre impede a água cair
As vezes apagar as luzes nem sempre te faz dormir
As vezes abrir os olhos não é sinal de estar acordado

Dizer adeus é meio isso, para uns é como quem joga um papel no lixo
Como quem quem finaliza a leitura de um livro
Como tinta da caneta ao fim.

Para mim é como torneira quebrada, luzes queimada e os olhos semi-abertos lutando a dormir

Dizer-te adeus é o meu boca pra fora mais dolorido e difícil
É como o fim de linha do trem que sempre retorna
De volta em volta sempre me pega e me leva ao mesmo caminho outra vez.

sábado, 5 de janeiro de 2019

Disfarces

Se perguntar?
Vou negar que sinto saudades, que sinto vontade
Que rasgo a garganta com o grito que morre nos lábios
Que o tempo é o negócio mais lento que vi
Vou fingir que está tudo bem
Que o mundo é um vai e vem e estou segura que tudo voltará ao normal

Mas quer saber??
Eu não respiro a sua falta
Eu não disfarço as pegadas
Eu não desligo o celular
Quer saber?
Ainda durmo de porta aberta, inquieta e alerta a pensar que irá voltar

Mas se perguntar.. .
Estou zen, estou okay, estou plena, estou bem
Estou com o controle play.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

A deriva

Estou presa no Mar

Lembro que caminhava pelo campo de rosas com grandes espinhos, eu entendedor deles admirava quem passava por seus encantos, sentia-os e seguia sorrindo resplandecida em sua beleza. Os espinhos não eram problemas, para admirar uma rosa precisa entender suas necessidades.

Com teu cheiro brisa me chamaste atenção, tão azul, tão límpido, tão belo, és o mar. Teu canto me enfeitiçara, como canto de sereia. Mas quem pode comparar ao canto de sereia sem nunca ouvi-la?

Meu barco é pequeno e talvez não aguente uma correnteza, estou preso no mar e preciso me despedir.

Meus braços sentem-se como se remar não avançasse, não era medido a força, era medido a distancia, mais perto de ti ou mais perto de mim.

Não hesitei, segurei em tuas mãos e segui, era pequeno, um bote pequeno e aparente seguro, era o suficiente para me assentar e viver o invisível. Caminhávamos sem importar com sua profundidade, tu era grande, forte e lindo.

De dia clareava com um belo sorriso de canto a canto, falavas ao meu ouvido e me dava paz, seu sussurro eram a brisa que dançava meu corpo. De noite me abraçava e me fazia aquecida quando tudo parecia frio e solidão.

Remei e desejei cada vez ir mais longe, cada vez mais perto deste outro lugar. Desprendi-me das algemas e vida de dor, descobri os sonhos empoeirados e limpei toda a casa... Revivi.

Percebi que vivia em uma gaiola aprisionada, onde não era permitido sonhar, percebi que nunca se apagou e que ainda que cinzas, pode se incendiar quem muito viveu dentro de ti.

As ondas estão agitadas, percebo as águas molharem meus pés, o desespero toma conta de mim, não consigo enxergar a distância para esse lugar, não consigo te enxergar, percebo o quão frio está a noite, me vejo só, diz alguma coisa.

 Estou neste abismo, neste mar onde não se vê pegadas, me sinto só e com medo.
Já não consigo ver nós, bagunço meus sonhos, ponho as vendas e mudo os passos...

Se ainda estás aqui, diz alguma coisa...

Estou desistido de nós.