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domingo, 25 de maio de 2014

Duendo

Sou mais que a gota que molha teu rosto
Sou o grito solto que arranha teus discos
O som que morreu em tua garganta
Fazendo segredo do que és para mim

Do beijo amargo
Pra sempre grudou
O gosto do medo que em mim cê deixou
A tua ausência em minha cama ficou

Longe de ti, perturbo a visão
Por mais que eu queira
Não sei o que fazer
É Involuntário, é tão sem querer

Desde o momento que te conheci
E os meus olhos puderem nos teus se perder
É imensurável o que sinto aqui
Não tenho palavras para descrever
...
Me apaixonei por você

domingo, 18 de maio de 2014

Sufoco

Sei que sou, nada muda
Despedidas e afins
Sentimento perturba
Esmero desejo
Te prende a mim
Falares segredos
Corresse daqui
Perdeu teu silêncio
Ficou sem razão
Usaste a lança
Presa em tua mão
chocou dois momentos
Que narra esta prosa
Morreu o desejo
Vivido antrola
Dois corpos marcados
Diante dali
É seu
É meu
Este triste fim.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Rio de Sangue

Me consuma até a última gota desse sangue.
Cansei dessa inutilidade imbecil.
Se for pra matar, que mate de vez
Vida seca, maldito amor juvenil.
.. Não sou paisagem que tu mata admirando
Nem sou rio sem pressa de acabar
Desvaneia verso solto no meu sangue
Teu olhar em meu corpo respingar
Cansei de sofrer feito louco
Com esse tédio de uma vida maltratada
Dessa louca sua sede que não basta
Me consome, vida seca pueril.
Esgotando toda força do meu rio.