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sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

De repente

No de repente do pente que embaraça a vida da gente, tudo pode acontecer.
O dia escurecer e a noite chover
Lavar se o céu se banhando no mar
Contar mil estrelas quando a noite chegar
E o de repente desse pente nos molda a canção
Quem dera sozinho segurar tua mão
Nesse de repente bate o fio e a gente se vê,
Nesse de repente a vida ganha cores, como eu e você
Nesse de repente é o encontro de muitos sem mesmo entender...
Que haja sempre os de repente a nos pertencer.
Foi de repente que eu conheci você.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Notas que canto

Guardei um pouco do tempo para falar de nós dois
Escondi desejos ao ventos para poder viver-los depois
Senti que a lua me grita, companhia para ela serei
Do tempo que o tempo me cobras
Te escrevo com todos os Eu's

Um dia chamaste de lua, a beleza que cobre meu ser
Um dia te disse sou sua
Mas de fato nem fui o meu eu

Sou do vento que o tempo desperta
As flores que os frutos doou
Sou pedras que fere os descalços
Sou pó que o vento soprou

Confesso que ainda canto
Palavras em formas de vil
Um LÁ que sai dos meus olhos
Um DÓ em minha vida se viu

Também já dancei sobre MI
De RÉ só tristeza ficou
Falaram que nada se pode
Do SOL que em LÁ, SI me restou

Me banhe janeiro a janeiro
Me leve flores ao mar
Meu cante poemas inteiros
Mas não esqueça que não sei nadar

Hoje reservei-me um tempo
Para de nós dois falar
do sapato que calças meus pés
Tu és a pedra de LÁ