Sobre o sentimento de te ver partir e ficar aqui ansiosa pela sua volta.
Sobre te lembrar em cada pedacinho do meu dia.
Sobre olhar pra dentro e ver o quanto sou apaixonada por você.
É sobre como me sinto quando só algumas horas nos distancia
Agora só mais uns minutos.
Uma palma de mão.
Sobre como sinto quando corro feito vento feroz os degraus que nos separa.
Sobre procurar teu olhar, te cruzar e querer te encher de desejos...
Sobre sentir ofuscado pela sua falta de motivação ao encontrar meu olhar tão cheio de coisas.
Sobre ser barrado com o gelo frio que nos cercou.
Sobre como me sinto...
Aquela sensação embargada, onde sutilmente te laço um olá e recebo de retorno palavras de cansaços e estresses.
Sobre ter a sensação que não sou o suficiente.
Sobre não fazer falta, não ser desejo.
Sobre anular um dia que muito esperei chegar.
Sobre ser barrada em seu baile de máscaras.
Sobre como tudo isso chega para mim.
Um olhar não retribuído.
Um beijo de saudade.
Um abraço apertado.
Um ar de fez falta.
Sobre como me sinto...
Sobre ser aquele casal que corre ao encontro e cai no abraço sem os mais...
Sobre lembrar que também sinto.
Sobre minha presença não ser maior que todos os seus males...
Sobre me sentir egoísta, mesquinha por não entender que você quer um tempo.
Sobre o fato de acreditar em príncipes encantados.
Sobre pegar um trem e fugir pra bem longe daqui, de você, de nós.
Sobre se sentir pequeno...
É sobre escrever o que sinto ouvindo sua canção... 'Por que"...
Sobre não ser a garota das suas notas.
Sobre não a ser dona dos seus versos que um dia decorei em minha mente, e talvez ela nunca os tenha lido.
Sobre a sensação de que ela levou o melhor de você.
"por que...?"
Por que tenho essa sensação de não sermos inteiros?
É sobre como me sinto... Numa estação, achando que meu trem vai vir me buscar e não passarei despercebida...
[uma pausa]
Sobre como me sinto ao voltar a escrever minhas lágrimas.
...
terça-feira, 1 de agosto de 2017
domingo, 12 de março de 2017
tic... tac...
Tic... tac... tic... tac... tic... tac (insistia em longas batidas e longos tempos)
Insistia meu tempo em ti, insistia em gritar seu nome
Insistia em lembrar que já temos muito de nós
Muito de sós.
É como chegar a três passos de cada vida.
Perceber que a orquestra já não embala a mesma nota, outrora, fora repetidas em inúmeros baques desse meu tic.
Respeitar o espaço, o tempo, o respirar de cada canção.
Sentir o vento soprar através das mãos.
Me beija?
tic.. tac... tic... tac... tic... tac (insistia em longas batidas e longos tempos)
Me olho em teus olhos fugindo de mim.
Não reconheço um só detalhe meu, um só detalhe seu.
Sabe aquele vento lá fora que não pede licença para entrar?
Sabem das lágrimas que escorrem no olhar?
Sabe da garganta seca gritando um mesmo nome?
Sabe da pausa que a vida dá quando se não há respiração mútua?
Sabe do soluço gritante na escuridão?
Sabe quantas vezes ainda vejo teu rosto?
Sabe, você sabe.

