Tudo é tão simples para nós
Todo é tão encanto
É tudo tão real
Tão simplório
Tão nosso
Aos poucos tudo é tão sem graça
Nada faz graça
Não se engraça
Desgraças
Aos poucos não faz sentido
Já não temos tido
Sido por contido
Não sentindo o grito
Do grilo de não amar
Aos pouco, ou poucos, são tãopoucos
Dos gosto, esboços de nós
Aos poucos o tempo que fecha, se abra e sabe
Não vale mais tempo de tão pouco do outro que resta
Incerta na frase
Me encontro
Suborno
de mim
sempre atenta
alenta
No mesmo fim
Aos poucos
nada faz sentido
escrito, descritos de ti, de nós
Sem sentido, me sinto aqui
sem fim, por fim
Por mim.
domingo, 22 de março de 2015
Meu silêncio
Sou amante do silêncio, embora adore o barulho
Mas prefiro o barulho das risadas, da respiração
Do gosto de suas palavras
Do vento que toca meu rosto
Os dias em que os dias não me revelam bons
Gosto do barulho do teu toque, do riso contido
Do movimentar de sua cabeça
Dos teus olhos mudando a direção
Sinto o barulho do meu choro mudo
Do meu grito entrelinhas
Do toque das lágrimas escorrendo em minha pele
Dos meus pensamentos que gritam minha estranheza
Do meu peito que ao meu tempo parece agitado, por não mais responder
Dos meu dedos que se movem e ninguém vê
Sou amante da dor que aquece meus instintos
Da louca enganosa que é o amor
Dos lembretes falsos em meu celular
Das mentiras que prefiro acreditar
Das misturas de dores que não fazem sentido
De se colocar como vítima de sua própria dor
De escolher chorar do que enxergar as lágrimas
Do viver em dois momentos distintos e atenuativos
De se perder no mundo real ou fantasia
Onde me encontro ou me perco nestas frases?
Onde o querer e ser estão tão ligados?
No fim, o silêncio é o som mais barulhento que existe
O silêncio é o lugar só meu
O silêncio, onde só eu posso falar de forma branda e eloquente
No silêncio onde as coisas ganham sentido
Onde descobro e não sou descoberta
No silêncio, bravo silêncio, te encontrei... me encontrou
Como invade meu silêncio e fala de amor?
Como no silêncio também fala de teu amor?
Não te disse que ele é meu?
Com o silêncio tu me rouba e me tranca na loucura
Onde não vale falar de uma mesma dor
Onde não o temos mais por direito
Onde não é meu e nem seu
Onde me escorro como prosa
No barulho que gritou meu inicio e encerra minha estória
um dia penso que volte
Volte meu silêncio a ser só meu
E pedi-te neste silêncio:
Não me diga nunca não
Mas prefiro o barulho das risadas, da respiração
Do gosto de suas palavras
Do vento que toca meu rosto
Os dias em que os dias não me revelam bons
Gosto do barulho do teu toque, do riso contido
Do movimentar de sua cabeça
Dos teus olhos mudando a direção
Sinto o barulho do meu choro mudo
Do meu grito entrelinhas
Do toque das lágrimas escorrendo em minha pele
Dos meus pensamentos que gritam minha estranheza
Do meu peito que ao meu tempo parece agitado, por não mais responder
Dos meu dedos que se movem e ninguém vê
Sou amante da dor que aquece meus instintos
Da louca enganosa que é o amor
Dos lembretes falsos em meu celular
Das mentiras que prefiro acreditar
Das misturas de dores que não fazem sentido
De se colocar como vítima de sua própria dor
De escolher chorar do que enxergar as lágrimas
Do viver em dois momentos distintos e atenuativos
De se perder no mundo real ou fantasia
Onde me encontro ou me perco nestas frases?
Onde o querer e ser estão tão ligados?
No fim, o silêncio é o som mais barulhento que existe
O silêncio é o lugar só meu
O silêncio, onde só eu posso falar de forma branda e eloquente
No silêncio onde as coisas ganham sentido
Onde descobro e não sou descoberta
No silêncio, bravo silêncio, te encontrei... me encontrou
Como invade meu silêncio e fala de amor?
Como no silêncio também fala de teu amor?
Não te disse que ele é meu?
Com o silêncio tu me rouba e me tranca na loucura
Onde não vale falar de uma mesma dor
Onde não o temos mais por direito
Onde não é meu e nem seu
Onde me escorro como prosa
No barulho que gritou meu inicio e encerra minha estória
um dia penso que volte
Volte meu silêncio a ser só meu
E pedi-te neste silêncio:
Não me diga nunca não
sábado, 21 de março de 2015
Eu Te Amo
Eu te amo, pois sempre nos achamos depois de uma briga
Eu te amo, porque nosso amor é mais forte que intrigas
Eu te amo, pois estamos sempre preocupados com o nós, no final dos eu's
Eu te amo, porque te amando consigo me encontrar aqui
Te amando consigo ser eu.
Te amo e te amarei sempre, pois a discussão não amanhece sobre nossas cabeças, mas a resolução nos faz dormir sorrindo.
Eu te amo, pois nossas brigas é sempre pelo desejo de se ter mais.
Eu te amo, porque você me ama de uma forma linda e singular
Eu te amo, por acredito que não há algo mais lindo que amar.
Eu te amo, porque amar-te é minha sina, minha procissão
Eu te amo, porque você consegue me roubar palavras e me deixar sem ar.
Eu te amo, gravado em meus olhos
Assim do meu jeito: meigo, intruso e fechada. Mas ainda assim, não duvide... Eu te amo calada.
Assim do meu jeito: meigo, intruso e fechada. Mas ainda assim, não duvide... Eu te amo calada.
terça-feira, 17 de março de 2015
Pés
Triste dor dos olhos meus,
que ao te imaginar te recebe com lágrimas.
Essa saudade que me mata,
esse erro que me maltrata descalça sobre o chão.
Meu corpo nu em tempos
frios. Sinto-me só, feito lua no sertão.
Onde o sol fosse meu amor,
distante e impossível.
Desejando teu crepúsculo
que há dias não sobrepõe em mim.
Maldito o tempo que me fez
envelhecer moço, morrer menino nesse amor.
Num silencio tão forte,
que o saltar do meu coração parece tambor a perturbar meu sono.
Jogado ao chão, em tempos
frios, sinto o gelo sobre meus pés, tomando todo meu corpo.
Desejando ser teu
novamente, não por instante, mas por inteiro. Tirar meu amor desse calabouço ao
voltar pra mim.
Trazendo a primavera pro inverno
meu.
Onde a gota de minha
lágrima, toca meu rosto e seca.
Já estou seco, folha seca,
cacto nu, exposto ao vento, chuva e sol.
Desejando os teus olhos,
sentir teu sorriso, te esperando pra te amar sem medo.
Sonhar com teu sim, sem
medo de perder teu amor por um outro qualquer.
Pois meu amor será sempre
teu
E se eu perder... Será te amando.

