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domingo, 29 de setembro de 2019

Dolores


De frente á tela do meu computador te assisto declinar dia pós dia
Perdendo o controle do império que custou erguer
Vencida por um amor que não é teu
Roteiro desamado que te fizeste assim, forte e ao mesmo tempo fraca

Se a dúvida é ir ou ficar, pegue apenas as contas que lhe põe de pé e siga
Sem lamentações, migalhas ou essa maldita corda pendurada sobre teu pescoço que insiste chamar de amor
Mas o que é o amor para você que não soube quem lhe vestia os pés no frio? Quem molhava teu pão quando sua garganta doída lhe impedia mastigar?

Me recuso dar audiência a esse poço de amargura que insistentemente você se arrasta
Talvez eu também, quem tanto diz te amar, esteja te deixando para trás quando com meus dedos sedentos, aperto o botão e desligo tua cena ao invés de acreditar no teu final feliz.

terça-feira, 24 de setembro de 2019

Apenas me abraça

Sou a gota do mar esperando um amor
Esperando um rio pra me desaguar
Sou o amor perfeito que ninguém quis receber
Sou a menina dos olhos de lágrimas

Sou teu sonho lindo
O sonho que não acreditava ser real
Sou a espera de um amor
Sou um infinito de sonhos de alguém
Sou o teu espaço na cama
Sou apenas meu desejo de amar

Se derrame em mim felicidade
Derrame em mim o teu completo e me deixa ser feliz
Arranque a tristeza de amar quem não me merece
Me deixa ser feliz tristeza minha
Me deixa ser feliz

E, quando o amor chegar, tudo estará perfeito...
Tudo estará completo, pois tudo já foi sonhado
Tudo foi planejando, que sua espera me pôs a desejar

E quando você chegar, te farei muito feliz
Te darei o meu amor perfeito
Te darei a tua vida que guardei

E quando você chegar, saberei que é você
Nossos olhos se encontrarão
E chorando te direi: Por que demorou tanto?
Por que me deixou sozinha?

Me abraça amor, apenas me abraça
Por muito tempo te esperei.
Apenas me abraça

14/03/2011

Sou capaz de tudo

Sou capaz de tudo...
Sou capaz de tudo pra arrancar você de mim
Sou capaz de infringir meus princípios
De matar a realidade
De me entregar a outros e adormecer

Sou capaz de tudo, pra te afogar em mim
Sou capaz de matar meus sonhos
Sou capaz de me matar aos poucos
Mas se quero, te tiro de mim

Sou capaz de tudo

Sou capaz de manchar a imagem da menina perfeita
Sou capaz de confundi tua memória e te fazer chorar

Sou capaz de me perder em outros braços, só pra esquecer os teus

Sou capaz de inventar uma nova forma de amar

Sou capaz de dormir chorando e acordar sorrindo
De dormir sozinha e acabar em outro quarto

Mais saiba que de tudo sou capaz

Pra te arrancar de mim, sou capaz sim
Me enterro e não choro
Me faço de prostitua no amor
Me faço areia e me desfaço
Morrendo aos poucos
Perco a respiração
Me jogo no mar, em profundo mar
E me mato de vez

14/03/2011

Só uma chance


Se tivéssemos a chance de corrigir nossos erros
lembraria onde te deixei e te pegaria de novo
Se tivéssemos a chance de voltar atrás
hoje saberia como ser feliz

Jamais sairia do meu sonho
Reteria as lágrimas que teimaram em cair
Reteria as palavras que da minha boca mudaram história
Reteria passos que cansados me doem

Se apenas houvesse uma chance
Uma única chance
EU FARIA TUDO DIFERENTE ou FARIA TUDO DE NOVO.

18/12/2011

Encantos

Ainda quero acreditar que as coisas são possíveis
Quero acreditar que as palavras são necessárias
Quero ouvir o silêncio da tu'alma e o poder do vento que me acalma

Ainda conto estrelas, ouço o mar, corro com o vento e choro a chuva
Tem quem me chame de contradição, tem quem me diga ser uma esperança.

Ainda penso no príncipe encantado, ser EU tua princesa.
Ainda espero as palavras de amor saírem de tua boca.

Ainda...

Quero acreditar que o amor a primeira vista possa bater em tua porta e me encontrar.
Quero acreditar que posso ser perfeita pra se amar
Quero acreditar nos milhões de besteiras que se conta em fadas.

Confesso que já sonhei ser a bela adormecida
Que a branca de neve tinha meu rosto
Que ao subir o castelo da Rapunzel, os braços que ele encontrava eram os meus
Sinto que me perco nos meus sonhos.

sinto-me mais Criança
Sinto-me ancorada nas veste de uma mulher.

22/01/2012

O CAÇADOR DE ENIGMAS


Em um dos cômodos, pequeno cômodo, seu mundo se faz grande e perspicaz.
Seu olhar sereno e penetrante, ele se faz morte de si mesmo.
Ele que sente ser gelo e fogo, seu corpo não se aquece e sua mente já se basta
Como se fosse um encontro do vento com o mar.
Seu olhar já parece decaído
Não é apenas um visitante, ele virou uma incógnita
Seus mistérios me tomam a mente
Tento entender seus atos e cada vez que chego perto, sinto-me mais atraído por este ser desconhecido chamado de visitante.
- Bom dia (disse ele) Neste momento me escondi dentro de mim mesma, a pele que habito tornou para mim um esconderijo. 
Levantei-me caminhei dois passos e senti como se meu corpo estivesse a correr numa maratona, o frio do meu corpo me transportava ao pólo norte e eu era seu próprio gelo.
Passei a analisar seus gestos, a forma de pentear os cabelos, o modo como dirigia suas mãos, me senti tão penetrado, me senti perante o espelho refazendo seus reflexos, sou eu seu reflexo.
E assim, mas uma noite caí, e ainda o posso ouvi a lamentar sobre seu telefone.
Já se passaram três dias de apuros e curiosidades, esse enigma me tira o sono, me tornei zumbi, amante da vida alheia, desconheço o que é dormir, qual sua necessidade na minha vida?
As únicas coisas que sei é que existe outro ser em outra ala
Isso já virou lição de casa e eu ainda não consegui fazer.
Do meu quarto posso ouvi choro e lamento, o eco do seu soluço não me parece estranho.
Posso ouvir gritar, me parece triste ou nem sei se alegre.
Um sorriso calibrado, já nem sei definir suas emoções, estou confuso.
Voltei ao nível um do meu jogo
Seu enigma contra mim se refaz
Desapontado decidi não ser mais seu desvelo.
Desvencilhar sua conexão com minha mente será a melhor opção, porque viraste um duraque para mim.
Sendo eu, um caçador de enigmas, vivo a desventura do objeto desconhecedor

2012

DESCONHECIDO


Me sinto hospedeiro, mosquito, animal
Me sinto um beija-flor sem folhas pra abrasar
Me sinto só
Me sinto estranho e ineficaz, um parasita a incomodar
Me sinto estranho e abandonado
Sinto que estou sendo carregado, um fardo de que preciso me libertar
Sinto em todos os instantes que faço passos errantes e tomo caminhos distantes
Sinto borboleta sem ninho
Um pássaro sem seu passarinho
Um luar sem estrelar
Não sinto apropriada para ser festejada e nem companhia para ser representada.
Na sua festa sou agonia que te faz presa.
Querendo eu ser sua amada, sou uma mera babaca tentando agradar, sabendo ser tudo em vão
São impressionantes como meus dedos têm pressa em representar, ser ele o auto das atenções
Meus inimigos estão tão perto quanto o contexto do dedo com a mão
Estão presentes em meus sonhos, no abrir e fechar dos olhos
Estão ao lado da minha cama
Estão em frente ao meu espelho
Meus medos estão em mim.


10/02/2012

Pés

Onde no frio a solidão é o cobertor do silencio que esquenta tudo menos os pés.
E a calmaria da tempestade, não indica nada que não seja a lua derramando sua tristeza sobre o mar, em reflexos de saudade.
A saudade mais doída de quem esta ao seu lado, mas errado, esta ao seu lado sem querer estar.
E quanto a um gesto de carinho, sobrevive o ser sozinho, só pra não machucar.
Pétalas em lágrimas inundando o seio ofegante e deixando perfume de flor.
Numa multiplicação exacerbada de pontos lacrimais, onde o cobertor que não esquenta os pés, já não impede que todo o corpo se congele em desespero de querer voltar ao inicio de tudo e rever os primeiros erros, e devorar o que se passou como se apagasse da memória o que te fez o que és.
Maldito maltrapilho é o amor vestido pra o baile da saudade.
Onde verão o meu amor (Pobrezinho!), como a mendigar o pão. E eu nada direi se lhe visse como que coberta de flores e um ramo de sorte entre os cabelos.
Se eu mirasse o teu olhar nessa hora, saberia que as palavras não dizem nada.
Como um lustre desejoso em iluminar meu caminho ao caminho da aurora, brilhando o esplendor de tanto amor acumulado, sorrindo o desespero de um pobre mal amado, sorriria se soubesse que pra ter o teu carinho me bastava ser eu.
Triste dor dos olhos meus, que ao te imaginar te recebe com lágrimas.
Essa saudade que me mata, esse erro que me maltrata descalça sobre chão.
Meu corpo nu em tempos frios. Sinto-me só, feito lua no sertão.
Onde o sol fosse meu amor, distante e impossível.
Desejando teu crepúsculo que há dias não sobrepõe em mim.
Maldito o tempo que me fez envelhecer moço, morrer menino nesse amor.
Num silencio tão forte, que o saltar do meu coração parece tambor a perturbar meu sono.
Jogado ao chão, em tempos frios, sinto o gelo sobre meus pés, tomando todo meu corpo.
Desejando ser teu novamente, não por instante, mas por inteiro. Tirar meu amor desse calabouço ao voltar pra mim.
Trazendo a primavera pro inverno meu.
Onde a gota de minha lágrima, toca meu rosto e seca.
Já estou seco, folha seca, cacto nu, exposto ao vento, chuva e sol.
Desejando os teus olhos, sentir teu sorriso, te esperando pra te amar sem medo.
Sonhar com teu sim, sem medo de perder teu amor por um outro qualquer.
Pois meu amor será sempre teu.
E se eu morrer... Será te amando.

19/09/2012 - feito com Suka

soneto 1

Vim aqui para falar contigo
Talvez não seja preciso
Talvez não haja canção

Por tempos perdeste de mim
O consolo de uma alma aflita
Que achou em você um deleite
Que buscou por toda uma vida

Não existe palavras concretas
Do que querer e te ter para mim

Só não pense que vivo bem longe
longe é você que se pôs diante de mim

A Beira, Ar

Mas se eu pensar em ir, não será para encontrar alguém que me faça mãe
Mas para que não pese em você a sensação de ter frustrado meus sonhos
A sensação de sermos tão diferentes.

Em mim existe um mar em fúria que não consegue transpassar a correnteza, mas indica sinais de chuva do outro lado da cidade
Rebobinando daremos no mesmo lugar.

Você diz que me ama e me pede para ser feliz com outro, mesmo eu tendo escolhido a você
Agita-me como um vulcão que machuca ao tocar a pele
Machuca acreditar que ouvi isso e que não foi a primeira vez.

Eu jamais te deixaria ir se o que eu mais quisesse era que você ficasse talvez seja o fato de sermos diferentes
Talvez um dia essa diferença nos mate
Te magoei a ponto de me sangrar por dentro
Foi tão barato esse amor que me faz chorar
Me faz ter medo de querer tanto e ser tão pouco querida

Eu que nunca fui do tipo de acreditar em felicidade, acreditei em você
Mas são nessas horas que venho de encontro a mim e me enxergo nessa lama

Me sinto preso em meus poemas que há muito não os viam
De volta ao quarto escuro senti por um instante uma necessidade de apagar tudo que lembrasse que você existiu em mim: conversas, posts, números, lembranças, peça, outra, você
Menos aquele momento onde você não era você.




Em sua vida

Quero ser muito mais que verso
Que poemas de cadernos
Que um curtir, compartilhar.
Quero ser sua pequenina
Sua princesinha
Te ouvir dizer que me ama e  meu coração sentir bombear.
Te quero além das palavras
Te ouvir na madrugada e em tuas palavras adormecer.
Te quero no silencio da distância
No toque de suas mãos
Na delicadeza do beijo

Te quero em todo momento
Beijar os lábios teus, porque os meus recusa outros que não seja os seus
Te amo

Valsa Ensanguentada

Enquanto o sangue escorre de seu corpo trêmulo estirado no chão
agonizando a sede do liquido que mancha o quintal
me alimento desta poça que encharca minha terra seca e sedenta.

Enquanto pedia socorro
seus vizinhos do cômodo ao lado aumentava o som para poder escutar melhor a valsa da debutante vestida de preto volante no salão.

uma, duas, três vezes ou mais 
rasgou de si as experanças de seguir caminhando
sonhando seus pesadelos constantes.

Que linda 
Que perfeita
Admirou a platéia enquanto ao chão um adeus se findou aos olhos nus.

Queria eu, ser

Queria alguém que pudesse me desatar os nós,
Que descosturasse essas linhas e tornasse nua minha alma ensanguentada e inflamada
Que rasgasse esses eus que machuca quem sou de verdade
Que limpasse essas vistas embaçadas que me fazem cair
Que me segure às mãos quando não consigo ser mais nada
Que me diga que sou capaz, que sou alguém
Que se importa com meus gritos aterrorizantes feitos espinhos em feridas nuas
Que me pegasse no colo e me fizesse um dengo
Que me mostrasse um motivo de ser quem eu sou e não desistir
Que amasse o amor em mim
Que me desse razão de seguir
Que dissesse que eu faço parte e por ser parte me diga “não vá!”
Que fosse chão, pão, lar
Que tirasse das minhas mãos a arma engatada do fim.

segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Caminho do fim


Dentro de mim um bálsamo que pulsa meu ser frio, intrépido, desiludido do que fora nós.
Me arremesso por entre os rios que deságua mar abaixo e eu que não sei nadar, me despeço em ar e torço que um pedacinho meu encontre teu corpo e beije tuas lembranças que fomos nós.
Feito purpurina que solto no ar encontra a pele quente e abraça, quero ser em céu nublado a correnteza que esvazio de mim em lágrimas. Quando de repente olha para o céu que sem quê nem porquê começara a chover, me enxerga daí, tão longe de mim?
Dividido sobre o olhar da plateia que impedia o beijo final e não se despedia das almas que sufocando aguardavam o fechar das cortinas para voltarem a sorrir. Eu estive ali o tempo todo assim, sufocando e jurando aguentar mais tempo assim.
Como balão de ar quente sem tocar o chão, fugindo pelo ar, sou eu, fugindo das lembranças que diariamente se constrói de nós.
Assim me lanço vento afora por este rio que deságua e eu não sei nadar.


segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Questionado sobre meu calçado, adornei-o e alegrei as vistas dos atentos. Porém a frieza que atravessa meu solado não deixa de abraçar meus pés gelados e sensíveis ao chão cru que me debruça.

domingo, 8 de setembro de 2019

Foragido


Caminhando sobre este deserto florido, com espinhos e plumas de algodão que disfarçam os roxos provocados em minha pele, sinto que já não me cabe aqui, sinto que os meus passos já não fazem sentido ao teu lado. Agora me sinto um foragido correndo contra vento, escondendo-me de ti, para longe de suas lembranças e suas pegadas.

Agora como que remoída em processamento, já não me causa os espinhos, as dores são minhas maiores companhia longe de ti. Caminhando sobre flancos espinhosos que sangram meus pés e fazem pegadas, marcam todos os passos permitindo que me encontres, um passo atrás de mim, um passo longe de mim, mirando descansar em algum lugar.

Agora sou apenas a poça vermelha que borra o chão de algodão.

Agora preciso correr dos teus olhos e lhe permitir ser feliz, longe de mim, deste borrão que me tornei em tua pele, em tua vida. Preciso lhe impor que sorria e não me tenha na tua angustia, na divisão de teus pensamentos, na dualidade de querer-me que machuca teu coração.

Preciso saber dizer adeus acreditando que seu melhor está no outro, longe de mim, longe dessa fumaça que perturba teu sono e porventura tem meu nome. Por ventura eu sei seguir em frente e reconhecer que não sou sua escolha melhor e sim o vício que luta deixar, mas está preso a nós ou te tornando presa em mim. Para agora sei que preciso partir, te livrar da dor que agarra a alma, te manter livre de mim.

Sigo como foragido procurando onde repousar, um lugar onde aninhar meus sonhos e meu olhar tristonho, um coração carente de amar e assim me reconstruir dessas marcas espinhosas, desse borrão ensanguentado. Como metamorfose, em dores me reconstruir e me ter inteira, para além de uma borboleta livre e colorida, um ser diferente, único e vivo.

Agora sou um foragido me afastando da sombra que tornei em ti, depois te tanto amor.

Partindo eu vou e sobre teu sono me despeço com um beijo na testa e ganho voo, com lágrimas nos olhos e sangue nos pés, refolgando toda a lembrança de um amor que foi lindo e intenso, que fora diferente de todos que vi, um amor que me despediu, dissipando levo-o agora para longe de toda memória, para que possas ser feliz.

Assim me despeço devolvendo sua face e dissipando toda dualidade que minha presença lhe causa, e amanhã nada mais que a parte branca em sua memória, sem nada, sem fumaça, sem vida, sem eu.

Sem nós,

Apenas um foragido.



quinta-feira, 5 de setembro de 2019




Se continuar a falar assim, com essa voz de dengo que ao mesmo tempo é natural e carinhosa, vai me fazer acreditar que está apaixonada.

- Não posso?


Sim, pode!O medo sou eu não saber até onde posso mergulhar em tuas águas turvas.



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