Mas se eu pensar em ir, não será para
encontrar alguém que me faça mãe
Mas para que não pese em você a sensação
de ter frustrado meus sonhos
A sensação de sermos tão diferentes.
Em mim existe um mar em fúria que não consegue transpassar a correnteza, mas indica sinais de chuva do outro lado da cidade
Rebobinando daremos no mesmo lugar.
Você diz que me ama e me pede para ser
feliz com outro, mesmo eu tendo escolhido a você
Agita-me como um vulcão que machuca ao
tocar a pele
Machuca acreditar que ouvi isso e que não
foi a primeira vez.
Eu jamais te deixaria ir se o que eu
mais quisesse era que você ficasse talvez seja o fato de sermos diferentes
Talvez um dia essa diferença nos mate
Te magoei a ponto de me sangrar por
dentro
Foi tão barato esse amor que me faz
chorar
Me faz ter medo de querer tanto e ser
tão pouco querida
Eu que nunca fui do tipo de acreditar em
felicidade, acreditei em você
Mas são nessas horas que venho de
encontro a mim e me enxergo nessa lama
Me sinto preso em meus poemas que há
muito não os viam
De volta ao quarto escuro senti por um
instante uma necessidade de apagar tudo que lembrasse que você existiu em mim: conversas,
posts, números, lembranças, peça, outra, você
Menos aquele momento onde você não era
você.


Um comentário:
escrito em 3 de março de 2015
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