De frente para o mar, onde o horizonte se funde com o céu, sou uma viajante perdida em meus próprios sonhos. Enquanto a melodia de ‘beauty and the beast’ ressoa suavemente, sinto-me como uma personagem sem enredo, vagando por entre os contos de amor que nunca vivi. Em meio a casais que se encontram, permaneço à deriva, numa dança solitária com o tempo.
O desejo de formar uma família, de sentir o calor de um lar e o riso de crianças, parece cada vez mais um eco distante, um sonho que se dissipa como névoa ao amanhecer. Os anos passam, e minha própria imagem no espelho se torna um enigma, uma reflexão de alguém que já não reconheço.
Será que nasci para amar e ser amada? Ou estou fadada a amar as sombras de sonhos não realizados? As perguntas se acumulam como conchas na areia, e a resposta parece sempre além do meu alcance. E assim, enquanto a música toca, permaneço aqui, perdida entre o desejo e a realidade, esperando por um milagre que me encontre e me mostre o caminho para o amor verdadeiro.


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