Na vida a gente encontra uma multidão de conexões
Um tubo de barbante que atravessa uma rua em alta velocidade e com seus nós te arranha e te prende, levando muito de você e trazendo muito do que arrasta para perto. Como quem põe vendas nos olhos para dormir, mas em seu peito um barulho, uma confusão de cores te pertuba o sono. Para quem enganamos desligar?
Estamos sempre numa roda gigante de hibernação... Assim sou eu, estou eu.
Estou um verdadeiro delay de mim, parece que fui esquecida numa mesa de reparo ou já não vale a pena desperdiçar peças comigo. Louca, suja, calada e sem força, sim, me tornei o trapo velho que o apego me pôs entre os quebrados, mas não muito distante da porta que me separa do lixo, um brinquedo quebrado é um briquedo inútil.
Quem sou eu em mim?
Quem estou eu em mim?
Um rio em redemoinho fez encontro com o mar revolto, em rebelião se amaram e nessa bagunça seus desastres foram festas.


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