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sábado, 29 de dezembro de 2018

Dolente


Para cada adeus, um conto
Desconto um tanto de minha dor
Da dor trago risos e olhos alentos
Das faces perdidas que se causou

A cada passado procuram-se cantos
Sem tantos embargos que trago na cor
Apenas aquilo que vês neste rosto
Um belo sorriso ao ver-te formou
Ao belo momento que olhos se afastam
Desfaço a face e retoma minha dor

Dos olhos manchados que tanto circulam
De cada esquina me força ser flor
De tantos buracos marcados na alma
Tropeçam as máscaras que faz-me ter cor

Quisera um dia cair sobre a terra
As faces machadas de uma vida de dor

A cada esquina que me encontras perdidas
Um belo sorriso lhe basta entregar

Apenas isso, apenas ...
Lhe entrego e me vou.


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