Estou aqui de celular e fixo na mão.
Aquela vontade insana de te ligar, de rediscar uma chamada muda
Uma chamada sem voz, sem retorno e sem sentido
Três e quinze e eu, ímpares, embora inteiros, ímpar.
Em um mundo tão gritante e silencioso faço nó em hemisfério cerebral totalmente perturbado, sentenciado as mesmas batidas de relógio que parece não trabalhar, mas ficar no automático, sem seios e sem egos...
Três para quinze, dois, um, quinze.
Quinze horas que minha mente parou no tempo, eu, os telefones, este texto e você, sim, em meu pensamento.
Estou preso em um tempo que não pára, não dispara minha pulsação e não me tira de lá, para lá onde o brilho está nas cores e não no cinza de uma loucura árdua, arduamente desesperadora de quem precisa sair.
Ser horas, ser luz, ponteiro.
gira... Estou aqui, na mesma batida esperando você por mim.
gira... a mesma sintonia desde que me descobri.
gira... Sou o catavento que não pára
Sou o ponteiro que bate cada tempo em volta de ti.
Se me carregares eu bato, se me deixares, morro aqui em um tempo perdido no atraso de uma hora por ti.


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