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sábado, 1 de dezembro de 2018

Amores Rasos

Há rasidade sobre os dias sem te ver 
Sem ser o mesmo que você
O sentido de ser tão raso dentro de ti e vasos rasos não se completam...
O sentir da tua partida e o fechar da porta abafando meu peito de ar.

O amor raso posto no dia em que minha mão escorregou da sua, e eu senti suas pegadas se afastarem de mim. Quando meus olhos te chamavam e seus lábios pediam para eu ir... vá... vá.

Às vezes a gente vive a redundância, o risco de se riscar em um  mundo afora, desconhecido, escuro e incerto.
Como quem se lança em braços alheios sem saber se alguém lhe amparará.
Como o vento que sai rua afora, com toda sua ferocidade sem saber quem alcança ou onde vai chegar, mas ele segue, cerca e marca.
Mas não é sobre isso que fica, são sobre as ausências, a mudez e a mão trêmula que sente a falta da tua.

Sobre como me sinto talvez seja insignificante para quem carrega um sentimento tão raso, pessoas rasas não conhecem o poder de avançar e acreditar. E eu não sou rasa, sou cheia em mim, só feito mar, forte, firme e decidido...

Caminho pela areia da minha orla, tão linda, tão cheia, tão ornada. Vejo-a, de frente ao mar como quem conversa e entende o barulho das ondas, estais a conversar ou reclamar. Mas do que reclama quem muito tem e muito atrai?
Seus cabelos são sintonia que controla a velocidade oceânica e me causa frio. Se grito ela não ouve, mas se caminho sinto-a... xiiiiiu (pausa) disse ela como quem, com o dedo em minha boca pede silêncio, xiiiiu... Novamente. Conversas comigo ou conversas com o mar?
Minha pulsação entra em uma constante, não sei em que mundo entrei, mas sinto que minhas batidas alinham-se ao dela. Ser só eu, ser só ela, ser mar.
Toco-a, mas não a sinto, não mais a vejo, só o mar. Seria eu ela, seria ela o mar ou ela e o mar em mim?

Percebes que em vasos rasos não se guarda quem é mar, mas que o mar se encanta por se deixar entrar, sem medo e sem ditos. O mar é feito de marés: Tem mar de maré cheia, quando atinge a sua maior altura na imensidão do amor. São feito furacões que te tomam e fazem moradas, são marés vivas, forte e decididas;
Também o mar de maré baixa, sem força, sem constância. Quando se estabelece em sua fraqueza e ela só recai, talvez ela ainda volte, talvez nunca mais...

Mas dessas marés, eu que eu não sei ser rasa, não me importa o ínfimo, sou preiamar, preia-mar... prei- AMAR.
Forte, viva, VIDA...
VIDA é o que sou,

A MAR.

Um comentário:

Bo mima disse...

wooooooooooooooooooooooooooooooooooooow
Não negligencie a escrita, cuide mais, por favor, você terá um futuro maravilhoso como poeta

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