Há rasidade sobre os dias sem te ver
Sem ser o mesmo que você
Sem ser o mesmo que você
O
sentido de ser tão raso dentro de ti e vasos rasos não se completam...
O
sentir da tua partida e o fechar da porta abafando meu peito de ar.
O
amor raso posto no dia em que minha mão escorregou da sua, e eu senti suas
pegadas se afastarem de mim. Quando meus olhos te chamavam e seus lábios pediam
para eu ir... vá... vá.
Às
vezes a gente vive a redundância, o risco de se riscar em um mundo afora,
desconhecido, escuro e incerto.
Como
quem se lança em braços alheios sem saber se alguém lhe amparará.
Como
o vento que sai rua afora, com toda sua ferocidade sem saber quem alcança ou
onde vai chegar, mas ele segue, cerca e marca.
Mas
não é sobre isso que fica, são sobre as ausências, a mudez e a mão trêmula que
sente a falta da tua.
Sobre
como me sinto talvez seja insignificante para quem carrega um sentimento tão
raso, pessoas rasas não conhecem o poder de avançar e acreditar. E eu não sou
rasa, sou cheia em mim, só feito mar, forte, firme e decidido...
Caminho
pela areia da minha orla, tão linda, tão cheia, tão ornada. Vejo-a, de frente
ao mar como quem conversa e entende o barulho das ondas, estais a conversar ou
reclamar. Mas do que reclama quem muito tem e muito atrai?
Seus
cabelos são sintonia que controla a velocidade oceânica e me causa frio. Se
grito ela não ouve, mas se caminho sinto-a... xiiiiiu (pausa) disse ela como
quem, com o dedo em minha boca pede silêncio, xiiiiu... Novamente. Conversas
comigo ou conversas com o mar?
Minha
pulsação entra em uma constante, não sei em que mundo entrei, mas sinto que
minhas batidas alinham-se ao dela. Ser só eu, ser só ela, ser mar.
Toco-a,
mas não a sinto, não mais a vejo, só o mar. Seria eu ela, seria ela o mar ou
ela e o mar em mim?
Percebes
que em vasos rasos não se guarda quem é mar, mas que o mar se encanta por se
deixar entrar, sem medo e sem ditos. O mar é feito de marés: Tem mar de maré
cheia, quando atinge a sua maior altura na imensidão do amor. São feito
furacões que te tomam e fazem moradas, são marés vivas, forte e decididas;
Também
o mar de maré baixa, sem força, sem constância. Quando se estabelece em sua fraqueza
e ela só recai, talvez ela ainda volte, talvez nunca mais...
Mas
dessas marés, eu que eu não sei ser rasa, não me importa o ínfimo, sou preiamar,
preia-mar... prei- AMAR.
Forte,
viva, VIDA...
VIDA
é o que sou,
A MAR.


Um comentário:
wooooooooooooooooooooooooooooooooooooow
Não negligencie a escrita, cuide mais, por favor, você terá um futuro maravilhoso como poeta
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