Às
vezes me pego perdida, desamparada em um mundo hostil e apertado, agarrando uma
pequena mala onde carrego todos os que me pesaram os ombros durante minha vida.
Desejo
livrar-me desse apego, desse vendaval que me alastro, onde meus sonhos me
lançam ao chão e sapateiam em minhas costas com seus saltos.
Estes
saltos finos e cruéis que cavam buracos ardentes e labaredas em meu sangue,
borbulhando e queimando...
Desta
maneira me derreto e a tudo ponho fim e me faço fim.


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