Por
que me chama para conversar, rir e passear se prefere andar do outro lado da
rua separada por uma ponte condenada?
Por
que me diz que posso confiar de olhos fechados se não tenho suas mãos para me
guiar do lado de cá, por este caminho desconhecido que eu cega de nascença desconheço
o colorido da vida?
Por
que me oferece seus olhos para enxergar o brilho da vida se nem mesmo você pode
ver?
Por
quê? Quem dera eu acreditar que você ainda caminha comigo e todos
podem atestar que não estou sozinha, mas é mais fácil e certo eu ler o som de
apenas duas pegadas por este caminho sombrio e sem vida, ao toque do vento frio
que me cerca e ri de minha desgraça.
Infortuna minha acreditar que uma voz poderia ser real a me convidar para dançar na chuva e rir com os pássaros de mãos dadas com você, você que eu doentiamente recriei para não me sentir só, assim acreditar que poderia sair um pouco, respirar o ar dos vivos e por um instante me sentir um deles, a alguns palmos acima de mim.
Infortuna minha acreditar que uma voz poderia ser real a me convidar para dançar na chuva e rir com os pássaros de mãos dadas com você, você que eu doentiamente recriei para não me sentir só, assim acreditar que poderia sair um pouco, respirar o ar dos vivos e por um instante me sentir um deles, a alguns palmos acima de mim.


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