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quinta-feira, 3 de setembro de 2020

REAJA

Ela parou de frente a mim, firmou seus olhos e disse: REAJA!

Eu levantei meus olhos sobre ti e a vi, linda, forte e cheia de pólvora. Firmei sobre seu olhar o meu olhar e vi a mim.

Um poço de dinamite que precisa explodir. Explodir parecia dores, mas também a saída que poderia clarear um poço escuro e aparentemente sem direção.

E ali fiquei, ali estou, diante desses olhos dores querendo explodir, soltar faíscas de arco-íris que compõe seu interior.

REAGIR!

Ela foi embora, ela que partiu e sem insistir me deixou vazio.

Eu que sempre a tive ao meu lado, que me acostumara com a sua companhia, me ceguei e dormi.

Ela partiu, como quem levanta numa madrugada silenciosa, se veste para trabalhar como em um dia normal, mas neste ela partira.

Ela saiu como o vento que toca a pele e a gente não o saúda, assim ela foi.

Ela que sempre foi meu lar, minha companhia, minha mulher e minha amiga, ela saiu.

O inverno chegou, inundou minha casa e neste momento percebi, percebi que a muito tempo ela partiu e me deixou aqui, de frente o espelho pensando se no próximo verão ela estará aqui ou se foi embora e eu demorei demais para descobrir.

Ela partir e eu fiquei aqui...

(sem)REAGIR! 

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