Na calada da noite, fria noite
Em meus dedos espetam o desejo de movimento
Espetam a loucura dos seus sonhos
Das meras contundência de sua alma
Espelham-te os espinhos da noite
Quando se abres ao invés de ir dormir
Cantam ao seus ouvidos, doces louvores
Transformam-se em alento sua magnólia
Imensa, unanime e intensa
Crava os cravos que formam tua beleza
Escuta o choro da lua e o bocejar das estrelas
Enquanto chora o resto dorme
Descansa os teus pés sobre teu corpo cansado
Enfeita sua visão com a beleza cega da noite
Grita desejos de toda uma natureza
Sangra-te suor calvo
Morre em teus braços a esperança
falece o soberbo das altezas


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