Triste dor dos olhos meus,
que ao te imaginar te recebe com lágrimas.
Essa saudade que me mata,
esse erro que me maltrata descalça sobre o chão.
Meu corpo nu em tempos
frios. Sinto-me só, feito lua no sertão.
Onde o sol fosse meu amor,
distante e impossível.
Desejando teu crepúsculo que
há dias não sobrepõe em mim.
Maldito o tempo que me fez
envelhecer moço, morrer menino nesse amor.
Num silêncio tão forte,
que o saltar do meu coração parece tambor a perturbar meu sono.
Jogado ao chão, em tempos
frios, sinto o gelo sobre meus pés, tomando todo meu corpo.
Desejando ser teu
novamente, não por instante, mas por inteiro. Tirar meu amor desse calabouço ao
voltar pra mim.
Trazendo a primavera pro inverno
meu.
Onde a gota de minha lágrima,
toca meu rosto e seca.
Já estou seco, folha seca,
cacto nu, exposto ao vento, chuva e sol.
Desejando os teus olhos,
sentir teu sorriso, te esperando pra te amar sem medo.
Sonhar com teu sim, sem
medo de perder teu amor por um outro qualquer.
Pois meu amor será sempre
teu.
E se eu morrer... Será te
amando.


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