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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Tudo em volta

Por um segundo, um riso
diferente de tudo que se tinha
Os olhos viam um amor sem dor

A noite embalava o romance
sem cúmplices, sem erros, sem medo. 
Um crime perfeito.

O mundo parecia parar para apreciar tamanha alegria
logo me contraditaria, se dissesse que a lua, e as estrelas 
se perderam em seus espaços testemunhando esse feito
Mas qual o valor deste poema, sem a loucura de descrever aquilo que foi tão lúcido?

Sentia um sorriso íntegro, meigo, que aos poucos se abria
 sem duvidar que fosse real
Uma criança a rolar no colchão
De tudo em volta só restara Eu e Você.

Sentia ela como se tudo conspirasse ao seu favor
Ouvia os pássaros cantar seu nome
Entendia que a primavera se antecipara para lhe saudar, festejar contigo
Sentia que podia voar
Sem saber eles que voavam, tocavam céu e mar
Despertando a todos os viventes 
Tornando a noite seu alento.
 Transformando tudo em volta em eclipse estrelar





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