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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

A menina e o Piano

A menina que se deleitava ao som do piano.
Cada detalhe deitava seus sonhos.
Cada nota, era simplesmente única.
Sentia se envolvida, encantada.
A música falara ao seu interior, conversava com o mais escondido sentimento, o qual todos desconhecia.

Lembro-me do teu rosto desfalecendo, recaindo, debruçava sobre o piano.
Seu olhar era carente e pedia atenção.
A menina que por dentro vivia, não se conteve e cresceu.
Veio a chorar...

Suas lágrimas jorravam ao chão, mais ninguém sabia.
Um abraço ela me pedia.
Uma lágrimas que caía e ninguém via.
Dos olhos de uma menina nasceu. de ti uma fonte se fez.
Talvez ela fosse triste, não tivesse amigos.
Talvez a canção embalasse sua dor.
Talvez a música a conhecia, de muito ver-lá chorar.

A menina que postava sua dor, que escrevia seus poemas com tintas de lágrimas
Sobre o piano deitou
Desespera-me pensar, que não tivera ninguém pra chorar.
Teu escuro é cheio, é confuso, é dor.
Fico a entender...

Olhos entreabertos, mãos trêmulas, olhos d'água.
Esse foi seu retrato que guardei em minha memória.
Toca querido a minha canção.
Me leva ao infinito do som.
Me faz dormi no teu canto.
Enxuga minhas lágrimas de dores.

Seus ouvidos atentados, seu coração apertado
Desejava o tempo parar.
Parecia uma conversa de sentimentos.
Onde a música e ela se entendia...
Jurava ter visto os dois conversar. 
Ela e a música.

No som que partia.
A jovem vinha e a menina dormia.
Disfarce perfeito para uma dor que em seu diário ficou.

A menina e o piano.




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